19 de outubro de 2011

CAJUSSE

CAJUSSE é uma das lojinhas de conveniência mais simpáticas que já vi... Fica no SIA (DF) e outro dia passei por lá e não pude deixar de ficar encantada pelo mobiliário rústico, simples e imponente... Pedi pra fotografar e eis o que tenho a mostrar apesar de uma carinha de quem não gostou da pessoa a quem pedi permissão...


http://www.facebook.com/pages/Cajusse-conveni%C3%AAncia/180581528684143


 

 

14 de outubro de 2011

Espaço Vinícius de Moraes




SONETO DE DEVOÇÃO

Essa mulher que se arremessa, fria
E lúbrica aos meus braços, e nos seios
Me arrebata e me beija e balbucia
Versos, votos de amor e nomes feios.



Essa mulher, flor de melancolia
Que se ri dos meus pálidos receios
A única entre todas a quem dei
Os carinhos que nunca a outra daria.


Essa mulher que a cada amor proclama
A miséria e a grandeza de quem ama
E guarda a marca dos meus dentes nela.



Essa mulher é um mundo! — uma cadela
Talvez… — mas na moldura de uma cama
Nunca mulher nenhuma foi tão bela!



O Projeto do Espaço Vinícius de Moraes foi um projeto desenvolvido academicamente no início de 2009 e com o objetivo de trabalhar uma identidade visual impressa na forma e nos elementos do próprio espaço, a fim de criar um espaço para exposições que cumprisse sua função e ao mesmo tempo fizesse um diálogo com a Arte. 
Vinícius de Moraes é um grande poeta brasileiro e um grande boêmio e "namorador", por isso a escolha deste tema acabou por resultar no espaço que tem como ponto central a mulher e como tema geral a boemia. No espaço o corpo da mulher é o campo de trabalho dos expositores e o restante do espaço serve para deleite do visitante, que atravessa entre a silhueta da mulher para acompanhar as exposições. O projeto foi bem conceituado e apesar disso houve dificuldade em sua divulgação. Aproveito este espaço para tentar mostrar um pouco mais e assim tentar ajudar a incentivar a produção artistica.

Marcus Vinícius da Cruz de Mello Moraes, carioca, diplomata, poeta, um dos fundadores da Bossa Nova e especialmente um Boêmio e “mulherólogo” como se autodefinia. A paixão pelo amor estava grudada nele como uma digital, sempre presente no dia a dia e na obra. Teve nove esposas e incontáveis amantes Neste espaço a mulher nua com suas curvas formando o elemento central fica ladeada pelo conforto dos pufs (cubos de gelo) e dos bancos de pontas de cigarros gigantes. Sua obra aparece no “corpo mural” da mulher e na 
música ambiente.